Dia 4 – Turim

Tínhamos 3 opções, como descrevemos neste post: Lago di Como, Gênova ou Turim. Escolha difícil…

Turim (ou Torino) foi uma grata surpresa. Não sabíamos muito sobre a cidade pois tínhamos escolhido inicialmente apenas por causa do Museu Egípcio (como já mencionamos aqui, é a maior coleção de artefatos egípcios fora do Cairo). Nós dois achamos essa cultura muito interessante e eu, em especial, queria muito visitar este museu. Descobrimos que ele estava em reforma e reabriria no dia 01/04, ou seja, poderíamos visitá-lo logo depois da reabertura, com a nova estrutura.

Um pouco sobre Turim

Turim é a quarta cidade da Itália em número de habitantes, ficando atrás apenas de Roma, Milão e Nápoles. É a cidade sede da FIAT e foi a capital da Itália entre 1861 e 1864. Em Turim se encontra o Sudário de Turim ou Santo Sudário. A cidade também abriga o Museu Nacional do Cinema e o Museu Nacional do Automóvel.

Saímos de Milão logo cedo. Como já falamos, nosso apartamento ficava bem perto da Milano Centrale, fomos de metrô pela praticidade e em menos de 10 minutos estávamos lá.
Pegamos o trem e partimos em direção a Turim.
A viagem é bem tranquila e pudemos ver mais um pouco dos alpes italianos, tão lindos!


Os Alpes vistos do trem


Chegamos em Turim e já saímos da estação em busca do museu.


Antes de continuar, preciso fazer um adendo. Eu tenho um “problema”, rs, bebo muita água e, portanto, sinto muita vontade de ir ao banheiro. Geralmente, sofro muito com banheiros por aí (sujeira, falta de papel, etc), chego ao ponto de ficar regulando a água que tomo pra não sentir vontade de fazer xixi. Na Itália isso não foi um problema. Praticamente em todos os banheiros públicos é necessário pagar cerca de 50 centavos ou 1 euro para usar e confesso que achei ótimo. Os banheiros eram sempre limpinhos, posso dizer que frequentei em praticamente todas as cidades que visitamos, hehe.

E na maioria das vezes não precisamos nos preocupar em andar com trocados também, já que praticamente todas as vezes havia uma máquina de trocar dinheiro (como a que mencionei neste post) do lado da entrada.


Continuando…

Fomos caminhando em direção ao museu e já achamos a cidade bem bonita, tinha uma bela praça pelo caminho e aproveitamos para encher nossa garrafinha em uma das bicas.

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Chegamos ao museu. Ele é enorme e muito bonito, levamos nosso comprovante de compra do ingresso, nos dirigimos ao balcão exclusivo de ingressos adquiridos pela internet e fizemos a troca, foi bem rápido. No valor do ingresso já estão inclusos os audioguides.
O audioguide é bem prático. É um palmtop que possui as informações das peças do museu. Na descrição de cada peça/artefato havia um número, bastava selecionar o número no palm e era possível ler/ouvir/assistir ao vídeo com informações referente a ela.

A visita foi incrível, a coleção é muito vasta e tem artefatos muito legais. Lá é possível ver diversas múmias, sarcófagos inteiros, partes de uma capela e diversos outros objetos intactos e muito bem preservados, tinha até uma múmia de gato. O prédio que abriga o museu também é fantástico.

     
  
    

Para mais informações sobre o museu, clique aqui. O ingresso do museu custa 13 euros e pode ser adquirido no próprio site.

Saímos do museu e já estava na hora do almoço. No caminho para o museu, tínhamos visto o Eataly Incontra Caffè Vergnano e resolvemos almoçar lá. Não sei se nossas expectativas estavam muito altas, mas não gostamos muito, não era tão saborosa como as que comemos em outros restaurantes por lá (depois até fomos no Eataly de São Paulo, mas também não nos agradou muito. Acho que esperávamos uma comida parecida com as que comemos lá na Itália, ou seja expectativa altíssima! rs). Não é ruim, mas esperávamos mais.

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Rogério e a Mole Cola

Saímos de lá, passeamos um pouco pela cidade e fomos visitar a Mole Antonelliana, que abriga o Museu Nacional de Cinema.

E continuaremos no próximo post. 🙂

Retomando de onde paramos

Olá, pessoal!

Estamos de volta! Muito tempo depois da última postagem, eu sei. Viajamos no início de novembro e a correria da rotina acabou nos ‘engolindo’.

Farei o possível para que isto não aconteça novamente, mas é realmente difícil com tantos afazeres. Apesar disso, o blog é um hobby muito agradável. Me leva de volta a lugares maravilhosos que tive o prazer de visitar.

Depois da série de posts da Itália, entrarão os posts de Nova Iorque, que foi nosso destino de novembro. Foi uma viagem incrível, pude visitar os EUA pela primeira vez (o Rogério já tinha ido pra lá antes) e gostei bastante, mas meu coração ainda é italiano, rs.

Em junho, se Deus quiser, faremos uma outra viagem que vai ser publicada aqui também. Essa foi uma surpresa inesperada, conseguimos esta semana passagens em um preço mais amigável do que o normal e estamos começando a preparar o roteiro.

Espero que gostem dos próximos posts! 🙂

Receitas! – Lombo suíno ao molho de laranja com alecrim

Sempre gostei de cozinhar. Antes de casar, ainda na casa dos meus pais, sempre me aventurei um pouco pela cozinha.
Depois do casamento, talvez pela necessidade, comecei a cozinhar mais e tentar mais receitas que nunca tinha feito.
Em geral, elas dão certo, mas não sou nenhuma Masterchef, hehe. Comecei a me empolgar e postar umas fotos no Instagram.
Com isso, ultimamente alguns amigos têm me pedido as receitas do que tenho feito em casa. Não pensem que são receitas superelaboradas, muito pelo contrário.
Tento ao máximo fazer receitas rápidas pois trabalho o dia todo e geralmente chego em casa após as 20h, então, quanto mais prático, melhor!
A primeira receita que colocarei aqui é a que fiz ontem à noite, adaptada desta aqui, do Chef Taico.
Lombo suíno ao molho de laranja e alecrim
Tempo de preparo: aproximadamente 30 minutos

 

Você vai precisar de:
– 1 peça de lombo suíno
– Sal a gosto
– Pimenta a gosto
– Alguns ramos de alecrim (pode ser o desidratado também, mas o fresco fica mais perfumado e saboroso)
– Suco de 3 laranjas (lembre-se de coar!)
– Azeite
Como fazer:
– Lombo:
A primeira coisa a ser feita é ligar o fogão para aquecer uma frigideira grande (que caiba a peça inteira) em fogo médio-alto. Enquanto a frigideira aquece, vamos temperar o lombo.
Neste caso, eu comprei um lombo temperado na Casa do Holandês (próximo à Super Adega, para quem é de Brasília). O tempero deles é um pouco apimentado, então só usei um pouco de sal, alecrim e um fio de azeite.
Coloque os temperos e o azeite sobre o lombo e esfregue por toda a superfície.
(É importante esfregar o azeite por toda a superfície pois o lombo é uma carne com pouca gordura e não queremos que ela fique dura).
O próximo passo é selar todos os lados do lombo. Como a frigideira já estará quente, este processo deve levar em torno de 15 minutos, sendo aproximadamente 4 minutos para cada lado. Fique de olho para não deixar queimar. Se observar que está queimando, significa que a frigideira está muito quente, então diminua um pouco o fogo.
Quando terminarmos este processo, o lombo estará com uma aparência muito bonita, todo dourado por fora, mas por dentro ainda estará cru, então vamos ao próximo passo: fatiar e dourar as laterais.
Eu cortei em fatias de aproximadamente 1,5cm de largura, mas também podem ser mais grossas, como medalhões. Fica a critério do cozinheiro. 🙂
Após fatiar, leve novamente para a frigideira para selar as laterais. Não deixe o lombo na frigideira por muito tempo, o objetivo é só selar e não finalizá-lo desta forma.
Após selar, coloque as fatias em um recipiente de cerâmica ou vidro (ou mesmo uma assadeira) e leve ao forno pré-aquecido (200º).
O lombo deve ficar no forno por pouco tempo e este tempo depende do tamanho da fatia que você fizer. No meu caso, como eram fatias finas, deixei em torno de 5-7 minutos e já estava pronto.
– Molho:
Enquanto o lombo estiver no forno, o molho pode ser finalizado.
Coloque na mesma frigideira em que você selou o lombo o suco de laranja, um pouco mais de alecrim, sal e pimenta a gosto.
(Você pode colocar um pouco de cebola e alho se gostar de sabores mais fortes, como a peça que eu tinha já era bem temperada, optei por um sabor mais suave. No caso de usar cebola e alho, deixe um pouco na frigideira – mexendo sempre – antes de colocar o suco de laranja).
Deixe o molho reduzir, mexendo sempre para não queimar. Em aproximadamente 5 minutos estará pronto.
Aí, basta tirar o lombo do forno e jogar o molho por cima e está pronto!
Como eu não tinha nenhuma pretensão de compartilhar receitas, não tenho fotos do preparo.
Ainda não sei se continuarei postando este tipo de coisa aqui, já que não fazia parte da nossa ideia inicial de blog, e, se continuar, vou tentar tirar fotos durante o preparo também. 🙂
Espero que gostem!
Se você tiver sugestões ou comentários, não deixe de escrever aqui também!

Dia 3 – Continuação

Começo este post com uma dica: você não precisa ficar comprando água pelas ruas de Milão (e de várias outras cidades italianas), carregue sempre uma garrafinha e você poderá enchê-la em uma das bicas que encontrar pela rua. Tem muitas por lá, a água é potável e fresquinha!

 

Enchendo nossa garrafinha…

 

Continuando… fizemos uma boa parte do percurso a pé, por aquelas ruas cheias de construções antigas. Em uma delas nos deparamos com uma placa na parede de um dos prédios informando que aquele local tinha sofrido bombardeios na Segunda Guerra. Eu fiquei pensando e imaginando como deve ter sido terrível naquela época e esqueci de tirar uma foto. Procurei no Google pra colocar aqui, mas não tive sucesso na minha busca.
Pegamos o metrô e descemos bem perto do castelo.
Foi o primeiro castelo que visitei na vida. Foi muito legal! rs.

 

 

O Castello Sforzesco, assim como o Duomo, é um dos principais símbolos de Milão. Foi construído por Francesco Sforza no século XV sobre os restos de uma fortaleza do século XIV (Castello di Porta Giovia).
Fazendo pose com o castelo ao fundo, rs.
O castelo é cheio de história, a primeira construção foi na época viscontea, entre 1360 e 1370. Ele passou por uma demolição, foi reconstruído, foi a residência da corte da época, passou pela dominação francesa, fortificação espanhola, dominação austríaca, conquista napoleônica, restauração austríaca e uma nova restauração (praticamente uma reconstrução) após a unificação da Itália.
Atualmente é o lar de instituições culturais importantes e um famoso destino turístico.
Se tiver curiosidade, pode ler mais a respeito dele aqui.
Depois de passarmos um tempo no pátio do castelo, fomos visitar os museus. Neste dia o ingresso era gratuito, acho que ainda por causa do feriado de páscoa. O valor normal é 5 euros e dá acesso a todos os museus do castelo.
Atualmente o complexo abriga:
  • Pinacoteca do Castello Sforzesco;
  • Museu da Pré-história;
  • Museu Egípcio (bem pequeno);
  • Museu do Móvel;
  • Coleção de Arte Aplicada;
  • Museu dos Instrumentos Musicais (bem legal, toquei dó-ré-mi-fá (desculpa, Sheila, só deu pra tocar esta, hehe) em um órgão de fole de 1817!);
  • Rivellino do Santo Spirito (excursão entre os telhados);
  • Biblioteca de Arte do Castello Sforzesco;
  • Cívica coleção de selos Achille Bertarelli;
  • Biblioteca Trivulziana;
  • Livraria do Castelo;
  • Mostras itinerantes.
O pátio do castelo.

 

Tapeçarias.
Uma das armaduras em exposição.
Este era o único instrumento que podíamos tocar, um órgão de fole de 1877. Muito legal!
Não conseguimos visitar todos, mas visitamos a maioria. As salas do castelo são impressionantes, especialmente as que tem pinturas nas paredes e/ou no teto, isso fora o acervo. Vimos de tudo, porcelana, instrumentos musicais, obras de arte, armaduras, armas antigas, móveis…
Olhem só esse teto de uma das salas do castelo!

 

 

Pra nós, leigos, foi um passeio muito legal. Imagino que para quem se interessa por artes plásticas, seja ainda melhor.
Saímos do castelo e fomos em busca do nosso primeiro gelato italiano. Mas antes, queria tirar uma foto na ponte levadiça do castelo, hehe. Eu sempre via as pontes levadiças nos desenhos e não poderia perder esta oportunidade.
Uma das pontes.

 

Cuidado para não caírem no golpe das pulseirinhas “de presente” nos arredores do castelo. Neste não caímos, mas fomos abordados muitas vezes. A melhor alternativa é continuar seu caminho e não dar conversa pra esse pessoal.
Novamente usamos o Foursquare para nos ajudar a encontrar o gelato mais bem avaliado da região e encontramos a Garibaldi Crème (fica na Corso Garibaldi, 55).
Segundo o Rogério, tínhamos que tomar sempre os mesmos sabores do gelato para podermos comparar todos que provássemos na viagem e decidirmos qual foi o melhor, rs.

 

O primeiro gelato italiano.
Realmente o sorvete de pistache lá tem gosto de pistache de verdade e não é verde fluorescente como os que vemos por aqui, hehe, é da cor do pistache mesmo.
Passeamos mais um pouco pela região e já era hora de voltar pra casa.
Na caminho de volta, resolvemos passar no Duomo para visitá-lo por dentro. Aquela catedral é mesmo impressionante e linda!
A visita custou 2 euros por pessoa.

 

Impressionante!
Nesta noite tínhamos planos de ir jantar em um restaurante chique, que vimos num blog que eu leio. O Rogério viu a dica da blogueira e queria ir lá de qualquer jeito, pois ela falou muito bem. Era um restaurante onde deveríamos ir bem arrumados e eu lembrei de levar uma saia e blusas mais arrumadinhas, mas esqueci de levar uma meia-calça. Lá estava frio, seria impossível usar a saia sem a meia sem congelar, rs.
Então começou a saga da meia-calça, rodamos mil lojas e não tinha uma bendita meia-calça (por incrível que pareça) nem na Zara, nem na H&M e tudo já estava começando a fechar. Minha esperança era que a loja de meias-calças que tinha na frente do apartamento estivesse aberta, mas também já tinha fechado.
Fui para minha última tentativa, que eu tinha esquecido na verdade, o supermercado. E lá estava minha meia-calça, rs. Ufa… problema resolvido.
Fomos de táxi pro restaurante, conversamos com a taxista e ela nos alertou que o restaurante era caro. Ela sugeriu outros restaurantes que considerava melhores do que este que íamos, mas preferimos confiar na indicação do blog. Chegamos lá, era um restaurante bem pequeno, com uma bancada/tanque de gelo cheio de peixes e frutos do mar logo na entrada. Tinha a cara da riqueza mesmo, rs. Só que nós não comemos frutos do mar.
Quando pegamos o cardápio, dois problemas: praticamente só tinha pratos com frutos do mar e os valores eram bem mais elevados do que imaginamos pela descrição da blogueira. Pedimos uma massa. Quando nossos pratos chegaram, constatamos o que já imaginávamos: o prato não chegava nem aos pés dos que tínhamos comido no mesmo dia, no almoço. O Rogério ficou contrariado, acho que ele estava esperando muito desse restaurante, jantamos e fomos pra casa. Nem tiramos fotos, rs.
Acho que nosso problema com esse restaurante foi a frustração de expectativas. Ele é muito bem avaliado tanto no TripAdvisor quanto no Foursquare e, acredito que, pra quem gosta de frutos do mar e pode comê-los (não é nosso caso, somos alérgicos) é provável que seja sensacional.
Dá uma olhada no tanque que citei.

 

 

No nosso caso, em especial, este restaurante não tinha o estilo que procurávamos. Queríamos restaurantes italianos de verdade, comuns, sem toda a pompa que encontramos lá.
Essa é uma outra dica muito valiosa. Procure lugares que tenham as características que você quer ver. Quer restaurantes chiques? Procure saber quais são os que têm esta característica na região. Da mesma forma, busque saber sobre restaurantes mais simples, se estes forem os do seu interesse.
Nós queríamos cantinas e trattorias, menos pompa e mais sangue italiano, hehe. E foi exatamente o que encontramos para o jantar do dia seguinte.

Dia 3 – Explorando Milão

Continuando nosso relato de viagem (por sinal, me desculpem pela demora), passamos o terceiro dia de viagem conhecendo um pouco mais de Milão.
Acordamos cedo, e fomos visitar o Duomo, queríamos subir no telhado da catedral (Le Terrazze), para visitar os terraços. 
No caminho, passamos pela loja da Vodafone para nos informarmos sobre a possibilidade de comprar um chip. Nossa anfitriã e o garçom do restaurante do dia anterior nos disseram que só seria possível comprar tendo comprovante de residência no país. Bom, não sabemos se realmente essa norma existe ou não, mas foi bem fácil comprar. O rapaz que nos atendeu só pediu o passaporte e pagamos em dinheiro. Pegamos um chip com 1GB de internet, com validade de 30 dias e pagamos 30 euros. Desde que seu celular seja desbloqueado, funcionará perfeitamente.
Estávamos compartilhando a internet para usarmos os dois celulares, posteriormente descobrimos que esta função é cobrada a parte e acabamos tendo que fazer uma recarga extra.
Chegamos cedo no Duomo e não pegamos nem fila. A entrada fica na lateral da catedral.
O ingresso custa 7 euros para subir pela escada (201 degraus) e 12 euros para ir de elevador. Escolhemos a escada (na verdade, acho que foi o Rogério que escolheu, rs). Ela é bem estreita, mas a subida é tranquila. Talvez no calor seja um pouco mais incômodo.
Subindo…

Algumas curiosidades sobre o Duomo de Milão:
  • É uma das maiores e mais importantes catedrais góticas do mundo;
  • Levou 500 anos para ficar pronta;
  • Possui 158 metros de comprimento e 93 metros de largura;
  • Tem uma área de 11.700 metros quadrados;
  • Possui 8.200 blocos de mármore de Candoglia branco só na fachada;
  • Abriga 3.400 estátuas (2.300 no exterior);
  • Possui 135 pináculos;
  • A agulha mais alta está a 108,50 metros do chão.
A riqueza de detalhes é impressionante, parece que nada se repete, tudo é diferente, gárgulas, pináculos, arcobotantes, estátuas de animais, santos…
Na agulha mais alta está a La Madoninna, uma estátua dourada de Maria.

La Madoninna lá no alto e detalhes das estátuas

Ficamos lá por um bom tempo admirando todos os detalhes e tentando capturar com a câmera aquilo que nossos olhos estavam vendo. Não sei se devido ao nosso amadorismo fotográfico, mas nenhuma das fotos chega perto do que está gravado na minha memória.
Saímos e fomos para nossa próxima atividade, visitar o refeitório do convento Santa Maria delle Grazie, onde está uma das obras mais famosas de Leonardo da Vinci: “A Última Ceia”.
Para conseguir visitar, precisamos comprar o ingresso com 2 meses de antecedência. Geralmente as vendas ficam disponíveis no site 3 meses antes e esgotam rapidíssimo! O valor do ingresso inteiro é de 8 euros, já com a taxa de reserva e pode ser adquirido neste site. No dia da visita, basta chegar uns 15 minutos mais cedo, levando o comprovante de compra, pra retirar os ingressos na bilheteria. 
Ingressos em mãos!

O que mais me fascina a respeito destes locais antigos é imaginar tudo que já aconteceu e as pessoas que estiveram ali, naquele mesmo lugar que Deus me permitiu visitar também.
“A Última Ceia” foi pintada no refeitório do convento de Santa Maria delle Grazie entre 1494 e 1497, a pedido do duque Ludovico Sforza. O tema escolhido era tradição para os refeitórios naquele tempo. Leonardo usou uma técnica diferente da que era utilizada na época, de pintura sobre o gesso ainda úmido (afresco), e pintou sobre o gesso seco. Esta técnica fez com que a pintura se deteriorasse muito, passando por várias restaurações. A última restauração durou 20 anos (1979-1999), nela encontraram 7 camadas dos mais variados materiais usados nas restaurações anteriores (inclusive cola). Encontraram também, na cabeça de Jesus, um prego usado por Leonardo para marcar o ponto de fuga e compor a perspectiva perfeita da obra.
O refeitório foi utilizado como estábulo durante o domínio de Napoleão e, durante a Segunda Guerra, em 1943, sofreu um bombardeio que deixou o complexo do convento quase que totalmente destruído. Do refeitório só sobraram as paredes onde estão as pinturas, “A Última Ceia” de um lado e “A Crucificação” (afresco de 1495), de Giovanni Donato Montorfano, muito melhor conservada, do outro lado. As duas obras ficaram após o bombardeio, por um período, expostas ao tempo até que a cidade começasse a ser reconstruída.
O refeitório após o bombardeio, em 1943. Fonte: Milão nas mãos.

Atualmente o antigo refeitório tem sua temperatura e umidade controladas, possui uma iluminação bem suave e não é permitido tirar fotos. Se você pesquisar um pouco, consegue achar algumas tiradas clandestinamente por turistas.
Duas coisas nos surpreenderam nesta visita: o tamanho das pinturas, muito maiores do que imaginávamos, e saber que “A Última Ceia” não era a única que tinha passado por todas estas situações, já que nunca tínhamos ouvido falar da “Crucificação” e é até relativamente difícil achar informações sobre ela.
A Crucificação, de Giovani Donato Montorfano. Fonte: Flickr.

Fizemos uma visita rápida à igreja e já era hora do almoço. Aprendemos rapidamente que tínhamos que respeitar os horários das refeições na Itália ou corríamos o risco de ficar sem comer, rs.
Santa Maria delle Grazie.

Buscamos no app Foursquare um restaurante próximo de onde estávamos, achamos um com boas referências e fomos pra lá. 
O Foursquare sempre nos ajuda muito em buscas deste tipo. Lá na Itália, sempre buscávamos em italiano, para tentar achar lugares frequentados mais por italianos do que por turistas, e deu certo.
Fachada da Trattoria.

Chegamos no restaurante e tivemos um pouco de dificuldade inicialmente, já que nosso italiano é bem fraco e ninguém falava inglês por lá. Ponto positivo: caímos num restaurante italiano de verdade! \o/
Rogério fazendo o Italiano, hehe.

Não demorou muito e já estávamos nos entendendo.
Era um restaurante pequeno, o cardápio do dia estava em uma pequena lousa, já com os valores, todos os pratos com valores entre 6 e 10 euros.
O Rogério pediu uma um fetuccine e eu pedi uma cotoleta alla milanese. Provamos o Tiramisú italiano também, muito bom.
A Tattoria.

O restaurante é a Antica Trattoria Salutati, fica na Via Coluccio Salutati, 15.

Saímos de lá e fomos para nossa próxima atividade do dia, visitar o Castello Sforzesco.

Como o post ficou muito comprido, foi preciso dividi-lo em dois. A continuação vem amanhã. 🙂

Dia 2 – A chegada em Milão

Maquete de Lego do Duomo de Milão no aeroporto
Chegamos em Milão, no aeroporto de Linate, o aeroporto mais próximo do centro da cidade.
Em Paris usei a internet do aeroporto e vi que o pessoal do apartamento que alugamos tinha entrado em contato para saber a que horas chegaríamos, eu respondi, mas não sabíamos se eles tinham visto, então ficamos preocupados.
Assim que pegamos as malas, fomos procurar um telefone. Precisávamos de umas moedas e compramos um chiclete pra trocar nosso dinheiro. Lá eles têm umas máquinas que trocam dinheiro, mas ela estava sem troco nesse dia…
Conseguimos entrar em contato e combinamos a hora de chegada. No aeroporto compramos a passagem do ônibus (5 euros cada uma) que parava na estação Milano Centrale, que era bem perto do apartamento.
Eu salvei o mapa, pois não tínhamos comprado um chip para o celular ainda e embarcamos.
No ônibus já fomos apreciando a cidade, a arquitetura é muito bonita e eu ficava imaginando como tinha sido tudo aquilo no passado…

Fotografando pelo caminho…

Chegamos na estação, enorme e linda! Sem sinal de celular, o mapa offline foi muito útil. (Esta é uma boa dica, use e abuse de mapas offline em viagens. Mesmo quando temos um chip com internet, eles podem ser bastante úteis.). Mesmo com o mapa, ficamos em dúvida de pra que lado devíamos ir, demos uma volta maior, mas não foi difícil encontrar o apartamento, caminhamos uns 10 minutos e estávamos lá.
No caminho tentamos comprar um chip, estávamos procurando por um da Vodafone, pois nas nossas pesquisas era a mais indicada. Não conseguimos comprar e deixamos pra depois.
Chegamos no apartamento, o “Easy Milano Rent”.
Nossa anfitriã ainda estava limpando o apartamento pra nós, conversamos um pouco e ela nos deu várias dicas da cidade. No caminho vimos que praticamente tudo estava fechado e ela nos explicou que era ainda devido ao feriado de Páscoa, que lá é mais longo do que aqui. Segundo ela, o motivo do feriado prolongado é que os italianos comem muito e não conseguem ir trabalhar na segunda-feira, rs.

Fachada do prédio do “nosso” apartamento em Milão – Easy Milano Rent
Observação importante: Quando preparar sua mala, lembre-se que provavelmente você terá que carregá-la por muitas escadas, pois a maioria das construções são antigas e não possuem elevadores. Nesse tinha um elevador bem antigo, mas ainda assim, precisávamos subir um lance de escadas com nossas malas.
Rogério no elevador do prédio.

O apartamento era bem arrumadinho, só o banheiro que era um pouco pequeno e tinha um problema com o aquecedor, que às vezes desligava durante nosso banho. Num friozinho abaixo de 10ºC, isso não era muito legal, rs.

A localização é ótima, ele fica bem no final da Corso Buenos Aires, uma rua famosa por seu comércio. Esse era um local muito indicado nas nossas pesquisas tanto por isto, quanto por ficar bem perto da Galleria Vittorio Emanuelle e do Duomo, apenas a alguns minutos a pé.
Tínhamos uma estação do metrô (estação Loreto) praticamente na porta do prédio e um mercado (Pam) do outro lado da rua. Estava ótimo! Primeira hospedagem OK, rs.
Essa era a primeira vitrine que víamos ao sair do apartamento, rs.

Acertamos tudo, deixamos as malas lá e saímos pra comer, enquanto ela terminava.
Nesse dia levamos nosso primeiro golpe, de um italiano? Não, de um brasileiro… rs.
Estávamos andando pela Corso Buenos Aires procurando um restaurante e achamos somente um aberto, como não tínhamos alternativa, ficamos lá mesmo. 
Começamos a ser atendidos e logo vem um rapaz de dentro do restaurante falando… português. 
Começou a conversar com a gente e, conversa vai, conversa vem, sugeriu ao Rogério que pedisse, além da massa, uma carne e um vinho. Eu já tinha visto o cardápio, ele era bem confuso e se você olhasse rapidamente, se confundiria com os preços facilmente. Acho até que era de propósito.
Resumindo, o Rogério confirmou o pedido, uma tagliata de 40 euros (isso mesmo, 40 euros por uma carne que não tinha nada demais), que ele achava que custava 9 euros, pelo cardápio confuso.
Quando o garçom/maitre brasileiro saiu, já era tarde demais, ficamos sem graça de voltar atrás no pedido e resolvemos aproveitar. Ficamos pensando o que íamos fazer caso todas as refeições fossem salgadas (economicamente falando, rs) como aquela…
Continuamos nosso passeio e chegamos até a praça do Duomo. Ficamos encantados. Aquela catedral é monumental e a moldura do céu a deixa ainda mais linda!

Duomo. Acho lindo todas as vezes que vejo as fotos…

Não conseguimos entrar neste dia, apenas olhamos do lado de fora e demos uma volta pela Galleria Vittorio Emanuelle. Eu estava sentindo muito frio, apesar de estar agasalhada, então precisei comprar um cachecol mais quente e uma faixa pra esquentar minhas orelhas, que estavam congelando, rs.
Tentamos visitar o museu do Teatro Alla Scala, mas ele estava fechado, infelizmente.
Como já estava anoitecendo, eram umas 20h, retornamos para o apartamento e descobrimos que tudo lá fecha cedo, praticamente nada mais estava aberto na Corso Buenos Aires. 
Acabamos comendo num restaurante árabe perto do apartamento, pois era a única coisa aberta.
Que saudades dessa viagem… rs.

Dia 1 – Saindo do Brasil

Saímos de Brasília no dia 05/04/2015, dia seguinte ao nosso casamento (BIG DAY, nas palavras do Rogério).
Nosso voo saia às 10h56, com destino a São Paulo. Chegamos no aeroporto em torno de 9h da manhã, para termos tempo de resolver tudo com calma. 
Embalamos nossas malas, fizemos o check-in e fomos para a sala de embarque. 
Quando chegamos em São Paulo, fomos procurar o balcão da Air France, pois nos informaram que deveríamos trocar nossas passagens (o primeiro check-in fizemos na Gol).
Quando entramos na fila, uma moça da Air France veio falar com a gente e conferir nossos documentos:
“- Estão em Lua de mel?” 
Eu já pensei que ia ganhar a viagem de 1ª classe, igual nos filmes… hehehe.
Respondemos que sim, e ela:
“- Ah, estão com cara mesmo.”
Não ganhamos nada, só esse comentário, rs. 
Aproveitamos para almoçar antes, até procuramos algo legal, mas tinha fila em todos os lugares, acabamos comendo na Pizza Hut mesmo e fomos para o portão de embarque.
Entramos e lá estava eu no Duty Free! Decepção… (foi minha primeira viagem internacional).
Diz o Rogério que eu fiquei assim pois o dólar já estava meio caro na época, mas acho que eu esperava mais mesmo… não achei graça nenhuma, não sei pq fica todo mundo tão empolgado.
Não comprei absolutamente nada, achei tudo caro, praticamente os mesmos preços daqui.
Esperamos pelo voo e embarcamos.
Na ida fomos em um corredor que só tinha duas poltronas perto da janela, foi melhor pra gente, mas confesso que a experiência da minha primeira viagem longa não foi muito legal.
Em 2008 eu tive uma tromboembolia e tenho que ter vários cuidados desde então. Em viagens longas especialmente. Antes da viagem, eu preciso tomar anticoagulante e deveria estar usando uma meia de compressão, que esqueci completamente. Além disso, preciso me levantar e me movimentar pra melhorar a circulação. 
Tomei o anticoagulante como meu médico orientou, mas esqueci da meia. No meio da viagem, lá pela madrugada, comecei a sentir minha perna pesada e comecei a ficar preocupada pois senti algumas dores, aí acho que fiquei sugestionada, não conseguia dormir, não tinha posição confortável, não via a hora daquele avião pousar e eu poder esticar minhas pernas!
Amanhecendo… significava que estava quase chegando. \o/

Eu falei que nunca mais viajaria na classe econômica, mas voltei à realidade logo que lembrei dos preços, rs.

O voo durou em torno de 12h até Paris, doze longas horas… 
Finalmente em terra firme!
Em Paris esperamos pouco tempo antes de embarcarmos para o destino final: Milão!
Eu estava tão ansiosa pra chegar lá, não via a hora de finalmente colocar meus pés em solo italiano. Estava tentando até controlar minhas expectativas para não correr o risco de me frustrar, mas sabia que isso era praticamente impossível. Estamos falando da Itália! rs.
Embarcamos para Milão, num voo operado pela Alitalia. Foi um voo tranquilo, acabamos cochilando, mas acordei a tempo de ver os Alpes Italianos, acordei o Rogério para ver também. É uma vista que vale a pena.
Foto de celular, pela janela do avião… ❤

E finalmente pousamos em Milão.

De carro ou de trem? – Nossas escolhas na Itália

Olá, pessoal!
Continuando nossas postagens, hoje o assunto serão as formas de locomoção escolhidas para nossa viagem.
Não, esse não foi o carro que alugamos, rs. Mas a foto foi na Itália!
Quando começamos a planejar a viagem, pensamos em alugar um carro para percorrer todas as cidades, mas logo desistimos por dois principais motivos:
1. Ficaríamos com o carro parado vários dias pois nas cidades andaríamos muito a pé;
2. A maioria das cidades italianas não possui estacionamentos próximos às áreas escolhidas, por serem áreas históricas (lá são chamadas de ZTL – Zona de Tráfego Limitado);
(As ZTL são áreas onde somente os veículos oficiais e os autorizados podem circular. Geralmente os autorizados são os moradores da região. Elas são controladas por meio de fiscalização eletrônica, se você não tiver autorização e entrar na ZTL, pode se preparar pra receber uma multa! Nós caímos em uma, contaremos no post de Roma.)
Começamos, então, a pesquisar sobre os trens.
A Itália tem uma malha ferroviária muito ampla. Praticamente o país inteiro é coberto por ela.
A Trenitalia é uma empresa da operadora Ferrovie dello Stato (FS), que pertence ao governo italiano.
Existem vários tipos de trem, alguns mais confortáveis, outros nem tanto.
Trens regionais*:

  • Trenord Regionale – cobrem a região centro-norte da Lombardia, que faz fronteira com a Suíça;
  • InterCity – ligam cidades importantes como Roma, Milão, Veneza e Florença. Eles são relativamente rápidos e fazem menos paradas que os trens regionais;
  • Leonardo Express – é um trem expresso que opera entre Roma e o Aeroporto Fiumicino. Esse trem possui apenas assentos de 1ª Classe.

Trens de alta velocidade*:

  • Frecciarossa – liga as principais cidades da Itália de norte a sul; (meu preferido, tem até wi-fi!)
  • Frecciargento – liga Roma às principais cidades do nordeste e sul da Itália;
  • Frecciabianca – liga Turim e Milão às cidades do nordeste da Itália.

Trens noturnos domésticos*:

  • InterCity Notte – para quem quer viajar à noite. O itinerário é : Milão – Gênova – Pisa – Livorno – Salerno – Catânia (Sicília). Nesta viagem, o trem é transportado por barco através do Estreito de Messina(!).
(*Fonte: Eurail)
Decidimos que nosso transporte preferencial seria pelos trens, com exceção apenas da Toscana e da Costa Amalfitana. Nestes dois locais preferimos alugar o carro pois queríamos andar mais livres e com mais tranquilidade, de acordo com nosso itinerário.
Compramos todas as nossas passagens de trem, ou bilhetes, pelo site da Trenitalia, com antecedência. Essa é uma dica importante, pois as passagens compradas com mais de 30 dias de antecedência são MUITO mais baratas e elas esgotam rápido (tarifas Economy e Super Economy).
Idas e voltas no mesmo dia (Round Trip) também podem ter preços especiais.
Para trens de alta velocidade, a compra pela internet tem mais uma vantagem, não há necessidade de validar o bilhete eletrônico antes de embarcar, o e-mail que recebemos já é o próprio bilhete validado. Pode parecer uma besteira, mas muitos turistas não sabem que o bilhete precisa ser validado e quando o fiscal passa pedindo os bilhetes para a conferência, além de uma multa expressiva, ainda levam um belo sermão em italiano, em alto e bom som, para todos ouvirem.
Vimos esta cena algumas vezes durante a viagem. Não é sempre que o fiscal passa, mas em pelo menos metade das nossas viagens, nossos bilhetes foram verificados.
Para trens regionais, você precisa procurar uma das máquinas da Trenitália pela estação e usar o código PNR (informado no e-mail) para imprimir seu bilhete. Antes de embarcar, é necessário validá-lo nas pequenas máquinas que ficam próximas aos trilhos.
O site, a princípio, pode parecer um pouco confuso, mas é fácil de usar.
Para que não tem conhecimento de Italiano, é possível traduzir para o Inglês.
A Trenitalia também tem um sistema de pontuação, do mesmo tipo dos programas de milhagem das empresas aéreas. Não posso dar mais detalhes, pois não chegamos a usar nossos pontos.
Outro ponto positivo dos trens, é que eles são extremamente pontuais. Chegamos a perder um trem em Milão por alguns segundos! E aí, já era, prejuízo de quem se atrasou…
Também alugamos carros, o primeiro pegamos em Pisa e devolvemos em Roma, e novamente em Nápoles, para irmos até Positano. Devolvemos em Nápoles no dia de voltar pra casa.
Para buscar o melhor preço, usamos o site Rental Cars. Já adianto que tivemos problemas com a locadora que escolhemos, a Locauto. Eles tinham um valor MUITO mais baixo que as outras, em compensação, são famosos por lesar seus clientes. Descobrimos isso somente depois, infelizmente.
Nos indicaram para as próximas viagens pagar um pouquinho mais e alugar na Avis ou na Europcar.
Para podermos alugar carros/dirigir na Itália, deve-se solicitar uma Permissão Internacional para Dirigir (PID) ao Detran. Ela custa em torno de R$ 200, 00, fica pronta em duas semanas e tem a mesma validade da habilitação. Muita gente diz que isso não é necessário mas, se a polícia te parar e alegar que não entende o que está escrito na sua habilitação (em português), você levará uma multa.
As próprias locadoras solicitam a PID e caso o motorista não possua, informam exatamente isto.
Aqui neste post finalizamos as informações sobre o planejamento da nossa visita. O próximo post será (finalmente) sobre nossa chegada na Itália, em Milão!
Até mais!

Hospedagem na Itália – Como definimos

Olá, pessoal!
Continuando nossos posts, hoje falarei um pouco sobre nossas opções de hospedagem.
Estamos tentando criar uma rotina de postagem, mantendo pelo menos duas vezes por semana, mas ainda estamos nos adaptando, rs.
Voltando ao assunto…
Depois de definir o itinerário e quais seriam nossas cidades base (clique para ver o post), começamos a pesquisar hotéis e apartamentos para ficarmos hospedados.
Para isso utilizamos alguns sites de reservas online, em especial o Booking e o Airbnb.
O Booking.com é um site de reservas online de acomodações, geralmente hotéis e pousadas.
Descrição retirada do site:

A Booking.com B.V., parte do Priceline Group (Nasdaq: PCLN), é proprietária e opera a Booking.com™, líder mundial em reservas online de acomodações. Todos os dias, mais de 900.000 diárias são reservadas pela Booking.com. O site e os aplicativos da Booking.com atraem visitantes, tanto do mercado de turismo de lazer quanto de negócios, no mundo todo.
A Booking.com B.V. foi fundada em 1996 e garante os melhores preços para qualquer tipo de propriedade, de pequenas pousadas de gerência familiar a apartamentos executivos e suítes 5 estrelas luxuosas. O Villas.com, um outro domínio da Booking.com, lançado recentemente, está focado especificamente em acomodaçoes completas (independentes). Verdadeiramente internacional, a Booking.com está disponível em mais de 40 idiomas e oferece mais de 714.994 propriedades em 220 países.

O Airbnb já é um pouco diferente. Também é um site de reservas online de acomodações, mas estas podem ser hotéis, pousadas ou até mesmo residências particulares inteiras ou quartos na casa de alguém.
Descrição retirada do site:

Fundado em agosto de 2008 e com sede em São Francisco, Califórnia, o Airbnb é uma mercado comunitário confiável para pessoas anunciarem, descobrirem e reservarem acomodações únicas ao redor do mundo, seja de um computador, de um celular ou de uma tablet.
Não importa se você precisa de um apartamento por uma noite, um castelo por uma semana ou um condomínio por um mês: o Airbnb conecta as pessoas à experiências de viagem únicas, preços variados, em mais de 34.000 cidades e 190 países. Com um serviço de atendimento ao consumidor de nível internacional e uma comunidade de usuários em crescimento constante, o Airbnb é a maneira mais fácil de transformar seu espaço extra em dinheiro e mostrá-lo para milhões de pessoas.

Eu já tinha usado o Airbnb em viagens para São Paulo para cursos e gostei bastante da experiência, então resolvemos que buscaríamos tanto em um, quanto no outro.
Antes de começar as buscas, definimos o local onde gostaríamos de ficar em cada uma das cidades. 
Como definimos?
Demos uma olhada nos mapas de cada cidade e escolhemos uma região, de forma que ficássemos próximos aos pontos turísticos principais que queríamos visitar. A partir daí, buscamos pelas avaliações dessas regiões. Ah, o Google Maps também ajuda muito nesta hora. Lá tem muitas avaliações e informações úteis.
Se a região era próxima dos lugares que pretendíamos visitar, as avaliações da região eram boas e os preços não eram exorbitantes, bingo! rs.
Definida a região, buscávamos as propriedades e hotéis da área. Quem tivesse, novamente, as melhores avaliações e preços adequados, era o vencedor.
Desta forma, reservamos uma parte pelo Booking e uma parte pelo Airbnb. 
As nossas escolhas foram:

  • Milão: Easy Milano Rent Monteverdi – Booking.com;
  • Verona: Il Vicolo Residence – Booking.com;
  • Corniglia (Cinque Terre): Studio 5 – Airbnb;
  • Bagno a Ripoli (próximo a Florença): Watchtower Small Castle by Florence – Arbnb;
  • Tuoro sul Trasimeno (próximo a Perúgia): Old Tower – Airbnb;
  • Roma: JB Relais – Booking.com;
  • Positano (Costa Amalfitana): Al Barilotto del Nonno – Booking.com;
  • Nápoles: Hotel Royal Continental – Booking.com.

Na Itália, muitos dos hotéis da área turística são familiares. Geralmente a maioria deles não aceita cartões de crédito. É importante prestar bastante atenção nisso para não ser pego de surpresa e precisar sacar dinheiro no exterior.
Uma outra dica importante é: sempre fique atento à cobrança das taxas. 
Esta observação costuma estar com letras pequenas nas informações sobre a reserva. É muito importante verificar isto. Algumas vezes a diária + taxa num site como o Booking.com fica mais cara do que as diárias do Airbnb, por exemplo.
Não coloquei os links pois entraremos em detalhes de cada uma das acomodações nos próximos posts. 
Até o próximo post!
*Não estamos recebendo nada para falar sobre os sites citados, este relato é baseado apenas em nossa experiência.

Itinerário

Para definir o itinerário nós utilizamos muito o livro da Pauline Frommer’s – Guia da Itália – gaste menos e veja mais – e o blog Tô Indo pra Itália. Sim, utilizamos outras fontes também mais essas duas foram as mais consultadas.
Baseado nos dias que iríamos ficar na Itália (18 dias), nós procuramos as cidades que desejávamos conhecer no caminho de Milão para Nápoles. Essa foi uma decisão difícil, pois todas as cidades tem atrações interessantes. Entretanto, o tempo era  limitado e, depois de refletirmos bastante, as cidades escolhidas foram: Milão, Gênova, Verona, Veneza, as Cinque Terre (Monterosso al mare, Vernazza, Corniglia, Riomaggiore e Manarola), Portovenere, Pisa, Lucca, Florença, San Gimignano, Perugia, Roma, Pompéia, Positano, Capri e Nápoles.

Fonte: Pinterest

Com todas essas cidades parece que a viagem ficou corrida, e ela realmente ficou! Bom, pelo menos na parte inicial…
A lógica que utilizamos foi uma dica que pegamos do Tô indo pra Itália, definimos uma cidade como base e visitamos as que estavam ao redor dela.
As cidades escolhidas como base foram: Milão, Verona, La Spezia, Bagno a Ripoli (próxima a Florença), Tuoro sul Trasimeno (próxima a Perugia), Roma, Positano e Nápoles.
Posteriormente a cidade de La Spezia foi substituída por Corniglia, por esta ser uma das Cinque Terre e ficar mais fácil a locomoção. Gênova também foi substituída por Turim, pois apesar de Gênova ser uma das cidades italianas com os prédios medievais mais bem conservados, Turim tem o maior museu egípcio fora do Egito e isso pesou muito na escolha.

Definidas as cidades base e as que visitaríamos a partir delas, nosso itinerário ficou assim:

– Milão: 3 noites, sendo 1 dia para visitar Turim;
– Verona: 3 noites, sendo 1 dia para visitar Veneza;
– Corniglia: 2 noites, para visitar todas as Terre e Portovenere;
– Pisa e Lucca: visitamos no trajeto para Bagno a Ripoli;
– Bagno a Ripoli: 2 noites, sendo 1 dia para visitar Florença;
– San Gimignano: visitamos no trajeto para Tuoro Sul Trasimeno;
– Tuoro Sul Trasimeno: 2 noites, sendo 1 dia para visitar uma vinícola e Perugia;
– Roma: 2 noites;
– Pompéia: visitamos no caminho para Positano;
– Positano: 4 noites, hora de descansar!
– Nápoles: 1 noite, somente para facilitar a volta para o Brasil.


Nos próximos posts, falaremos sobre a escolha das acomodações e cada uma das cidades escolhidas e as atrações.